“Por emblema, janotismo ou defesa climatérica o madeirense desde épocas remotas que utiliza diversos tipos de coberturas para a cabeça.

Na Madeira durante o séc. XVII usou-se o “barrete cónico”, o “chapéu bicórnio” e, depois o “chapéu de palha de trigo”, com tradição em Portugal nos trabalhos agrícolas durante o séc. XV. Diz-se então dos camponeses da Madeira: “Usavam (…) largo chapéu de palha, em geral nas fainas agrícolas”.

Outras classes sociais utilizam como estigma “chapéu alto”, como os médicos em 1870; na Semana Santa “as senhoras substituíam os chapéus por véus pretos”; e o clero cuja vestimenta também se altera por razões de direcção política no país usava alguns tipos bem definidos de adornos…

Cada espécie tem a sua origem, a sua época precisa e sofre influências motivadas por mudanças sociais e económicas que atingem o vestuário.”

in: Atlantico, n.6, 1986, pág. 88