“A saída de madeirenses para regiões longínquas, à procura de melhores condições de vida, foi uma constante na história do arquipélago, naturalmente mais acentuada todas as vazes que uma crise de produção ou exportação vinha agravar a dependência económica das ilhas, quer quanto ao abastecimento de produtos de consumo, quer quanto à colocação dos seus produtos de troca. Com uma população calculada em 1836 de 115.446 habitantes (dos quais 1618 no Porto Santo), há muito em constante aumento, obrigada ao pagamento de dízimos, impostos, subsídios, taxas, direitos normais e adicionais, com trigo para três meses e na perspectiva de que comprá-lo cada vez mais caro; com a moeda em circulação insuficiente e viciada; com a vinha destruída e a semilha (batata) ameaçada – a Madeira é frequentemente comparada à Irlanda, e o madeirense emigra. ”
In: Impressões da Madeira Antiga, Luis de Sousa Melo & Susan E. Farrow












