Em 1856, Severiano Alberto de Freitas Ferraz, depois de propagandear e convencer dos novos métodos de fabrico de açúcar, inaugura a sua fábrica modelar, movida a vapor, à Ponte Nova, e Hinton, mais acima no Torreão, abria outra que usava o vapor quando faltava a água. Anos depois. Em 1873, será a vez da Fábrica de S. João, a Companhia Fabril de Açúcar Madeirense, dotada da mais moderna maquinaria, mas guerreada e sabotada até à falência pelos seus concorrentes comerciais. E na ilha, uma série de pequenos engenhos rurais, alguns a vapor, a maior parte a água, uns poucos movidos à força animal, produziam também o seu açúcar e a maioria aguardente – situação que, no século XX, o Estado Novo e o monopólio Hinton iriam destruir.

In: Impressões da Madeira antiga, Luis de Sousa Melo & Susan E. Farrow